No bar sujo da vida, vacilei, meu amigo,
Tropecei na dança do amor, num passo perdido.
A paixão, como um trem, partiu sem aviso,
E eu fiquei na estação, olhando pro vazio.Na juventude, pensei que o tempo era eterno,
Que podia esperar, que não havia inverno.
Mas a vida, implacável, nos ensina com dor,
Que amores perdidos não voltam, meu senhor.No copo vazio, meu coração se afogava,
Enquanto oportunidades, eu descuidava.
As noites se foram, os amores se foram também,
Por vacilos meus, agora são só um “era uma vez” que convém.É meu amigo, suas palavras me guiam,
Nesta estrada escura, onde meus erros se aninham.
Mas ainda ergo o copo, brindo ao que passou,
E sigo a jornada, mesmo que o tempo já tenha voado.Vinícius Prado