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Domingo cinzento

Domingo cinzento, a chuva dança lá fora,

Melancolia paira no ar, silêncio que devora.

As ruas vazias, o céu em tons de cinza,

Refletem a alma pesada, essa triste sina.

Segunda-feira espreita, já se avizinha,

A angústia se agiganta, a mente se avizinha.

Preso entre cobertas, doces e desilusão,

Que a segunda nos arrasta, sem compaixão.

Na melancolia do domingo chuvoso,

Que a alma se exprime, num verso doloroso.

Nele encontro minha essência fria e impiedosa,

Enquanto a segunda se aproxima forte e raivosa

Vinícius Prado