O Privilégio do Amor Distorcido
Meus lamentos masculinos, um palco armado,
Choro aceito, um drama encenado.
“Que coragem!” dizem, “Que sensível!”
Enquanto o nó na garganta é invisível.
Versos tortos, atitudes que ferem,
Mulheres que amei, que se desesperam.
No fim, a pergunta, um eco vazio:
“Por que o abandonaram, tão doce?”
Mas a verdade, nua e crua, se impõe:
Sou babaca, escroto, violento como tantos.
O privilégio cega, a pose engana,
E o romântico vira a face tirana.
Vinícius Prado