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Soneto bipolar

Soneto bipolar
A mania em fúria, a alma dilacera,
Um turbilhão sem fim, que tudo consome,
A ansiedade em brasa, o peito me oprime,
E a mente em desespero, a paz já não espera.

Por regulação, o corpo em vão se esmera,
Numa espera cruel, que a calma não assume,
Onde a luz se apaga, e a sombra se resume,
E a vida em seu compasso, em dor se desespera.

Mas na depressão, um refúgio se revela,
Um silêncio profundo, que a alma acalma enfim,
Na escuridão serena, a morada me apela.

Longe do grito insano, do caos que me consome,
Encontro a paz sombria, que me faz sentir assim,
No abismo, a quietude, onde a dor não tem nome.