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Na lonjura dos dias, ecoa a saudade,
Era a luz que me guiava na escuridão,
No aconchego dos seus conselhos, na sua bondade,
Sua falta dilacera meu coração.

Ela, sábia como o tempo que não para,
Ensinou-me lições que guardo com fervor,
No calor do seu abraço, nunca havia mágoa,
Era o refúgio, o porto seguro do amor.

Seus sussurros de sabedoria, como canções,
Me moldaram, me deram alicerces,
Agora, sua ausência traz solidão,
É a sombra que carrego em mil preces.

Agora seu legado vive em mim,
Cada lágrima é um verso de saudade,
Mas sua essência, sua alma assim,
Continua em mim, na minha eternidade.

Vinícius Prado