Menu fechado

Gélido timer!

Me perguntas por que ainda dói, tolo?
Quanto tempo dura ainda mais, questionas?
Há relógio para o amor que foi?
Calendário para as almas que se perdem?

Que lógica gélida é essa?
Medir o luto em dias ou estações?
O coração, partido, deve ter timer?
Não sangrará por todas as razões?

Não há tempo para esquecer o que se amou,
A ferida aberta não se fecha à toa.
Então, guarda tua pergunta, ela não me cabe,
Não sinto seguindo a régua fria deste mundo.

Vinícius Prado