Hoje, em meio ao turbilhão do dia,
Deparei-me com a fofoca, a pura magia.
Um segredo leve, um riso contido,
Que em sua presença teria sentido.
Ah, como eu quis tecer a narrativa,
Ver em seus olhos a chama viva.
Compartilhar o enredo, o detalhe sutil,
Que só você, com seu jeito, faria gentil.
E então, na tela, um brilho fugaz,
O meme perfeito, que a alma refaz.
Surgiu espontâneo, na linha do tempo,
Promessa de um riso, um doce momento.
Imaginei seu sorriso, a alegria sincera,
Que em meu peito, a esperança acendera.
Mas o tempo, cruel, não me deu a chance,
De ofertar-lhe esse breve e feliz romance.
Perdi o direito, a voz embargada,
De ver sua face, tão iluminada.
O riso que o meme poderia evocar,
Agora é um eco, um triste lugar.
Assim, guardo a fofoca, o meme sem par,
Em um canto da alma, a me lembrar,
Que há belezas que surgem, mas se vão,
Quando o elo se quebra, em pura solidão.
Vinícius Prado