Luto
Amo a Ambrosia da minha vó
E nunca mais a terei nas mãos
Amo as noites musicais com minha vó
E aceito a ideia de que haverão mais
Amo o churrasco do meu avô
Sei que não lamberemos os dedos juntos
Amo as piadas tolas do meu velho avô
Não tenho esperança de ri-las novamente.
Eles se foram, o luto martela
Agora, o amor tem dessas peças
Saber que acabou, que não voltará
Não faz a gente deixar de amar
Vinícius Prado