Há um monstro em todos nós, eu já sei,
Aquele que por vezes tentei ignorar.
Cresceu no escuro, onde me escondi,
Na sombra profunda que me faz questionar.
Tive um encontro indesejado com o meu,
Na hora mais sombria da minha vida.
Ele se alimentou das minhas fraquezas,
E na escuridão, a alma se ferida.
Não foi um encontro amigável, eu confesso,
Meu monstro não é uma companhia agradável.
Ele sussurra dúvidas, semeia o caos,
É um desafio constante, um embate interminável.
A questão que persiste, uma dúvida cruel,
É o meu verdadeiro eu o que penso ser?
Ou o monstro, com sua face sombria,
É a minha essência, a verdade a prevalecer?
É uma batalha interna, um conflito sem fim,
Entre luz e trevas, bem e mal em mim.
Mas sigo em busca da resposta, da compreensão,
Na esperança de encontrar a minha redenção.
Vinícius Prado