Em certos dias,
pela janela do ônibus, observo,
os engravatados, em seus carrões,
no conforto do ar condicionado vivem.Surge, então, um ódio,
não pessoal, mas de classe,
contra a desigualdade desse sistema cruel.E talvez, justamente esse ódio,
seja o que me move,
a seguir resistindo,
a viver, a sonhar,
num mundo injusto, desigual, desumano.
Combustível para a luta,
pela mudança, dia após dia.Vinícius Prado