te amo.
mas não do jeito bonito.te amo o bastante pra saber
que te estrago.
te amo o suficiente pra entender
que te faço mal.te amo,
mas tenho consciência demais pra continuar fingindo.
essa lucidez nojenta que me obriga ir embora,
mesmo querendo ficar.te amo com uma ressaca moral
que fede a maturidade —
essa praga que faz a gente desistir
de quem mais queria segurar.te amo, e às vezes tenho saudade
de quando eu era apenas um canalha.
era mais fácil ser um filho da puta
e não sentir culpa nenhuma.Vinícius Prado